A primeira fase da Copa começa a caminhar para o seu fim e já pode-se tirar uma conclusão que deve durar até o final do certame. Existem duas ideologias presentes no torneio: o fundamentalismo tático e o talento desordenado.
A primeira vertente é seguida por 31 seleções. Consiste em tocar a bola de lado insistentemente, evitar dribles, manter durante o maior tempo possível a posse da bola (afinal, assim não toma-se gol) e vez ou outra arriscar chutes e cruzamentos, afinal o gol também tem sua importância.
O talento desordenado, outrora seguido piamente pelos africanos, é a ideologia que hoje tem como líder o protagonista da Copa até então: Maradona. A defesa da argentina é uma mãe. Não tem laterais, apenas um volante, o eterno atacante adversário Demichelis e muito, mas muito talento do meio para a frente. Messi é mais da metade deste talento. Até agora, ele teve duas atuações apenas regulares para o seu futebol. A diferença é que o Messi regular é anos-luz melhor do que a grande maioria. Agüero, o reserva, esbanja habilidade. Tevez é a raça que o Brasil não teve em 2006. Higuaín, Milito e Palermo são garantias de bola na rede. Nada muito ensaiado. Verón e Di Maria também podem aparecer ali na frente, não há gesso tático.
Vulnerável, talentosa e imprevisível, assim é a tática do anti-técnico Dieguito.
Mas a dúvida é: quem está certo? Daqui a 3 semanas, qual será a ideologia vencedora?
Sorte que Copa do Mundo não é eleição.
