Eu considero a peleja disputada entre Uruguai e Gana uma disputa de quarto lugar da Copa. Vi como se fosse um jogo qualquer. Aquele esquecível, que veria para matar uma tarde de férias.
E o jogo começou seguindo os prognósticos. Mais conversava do que via o jogo. Até que no fim do primeiro tempo, a partida começa a ficar interessante após o gol de Gana.
Mas ainda nada que fizesse esse jogo merecer destaque. O gol do Forlán começa a transformar o confronto num belo jogo, regado à emoção.
Ainda nada histórico, mas já passava a prender toda a minha atenção.
Prorrogação. Mais um chopp. Aí vem coisa boa.
Chego a comentar que as duas equipes estão covardes demais para sair um gol. Não saiu, mas queimei a língua.
A defesa de mão do Suárez nos acréscimos do segundo tempo da prorrogação mostrou a loucura máxima, a tentativa de suicídio vinda do desespero de quem está prestes a morrer. Mas o Uruguai sobreviveu. O pênalti caprichosamente tocou na trave e fez do jogo dos despretensiosos um clássico das Copas.
Eu não tinha preferência neste confronto. Mas a partir deste momento, só fazia sentido o Uruguai passar. Do suicídio à glória.
Assim foi.

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